APLTIC Oeste/PR realiza missão técnica a Pernambuco
Autora: Andrelise Daltoé
Assessoria de Imprensa Sebrae/PR – Regional Oeste:
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O Arranjo Produtivo Local de Tecnologia, Informática e Comunicação (APL TIC) do Oeste do Paraná, apoiado pelo Sebrae/PR, promoveu, no mês de setembro, uma missão técnica com empresários dos setores de Tecnologia da Informação e Comunicação, com o objetivo de conhecer os projetos e APLs desenvolvidos na cidade de Recife, em Pernambuco.
Os empresários da região conheceram as instalações do Porto Digital, hoje classificado como o maior e melhor parque tecnológico de inovação do País. É o único case brasileiro na primeira publicação Learning by Sharing (IASP – 2008) sobre parques tecnológicos de referência mundial. Além disso, o Porto Digital ainda é considerado um modelo de implementação de políticas públicas para o desenvolvimento econômico.
De acordo com o consultor do Sebrae/PR em Cascavel, Edson Braga da Silva, a missão técnica a Pernambuco proporcionou uma visão ampla das práticas aplicadas no Porto Digital. Mais um passo no desenvolvimento do APLTIC Oeste, bem como na futura construção de um polo tecnológico na região. “A troca de experiências e o contato com programas que deram certo servem de referência para as empresas do oeste.”
O Porto Digital é responsável por 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco, estrutura o APL-TI promovendo o ambiente de negócios, a transferência tecnológica e as relações entre mercado e academia. Em quatro anos de atuação, o Porto Digital se consolidou com os investimentos realizados na melhoria dos processos de desenvolvimento de software e com a instalação de dezenas de empresas vindas inclusive de outros países.
Para o diretor de tecnologia da Softpharma, Cesar Junior Weyn, a missão técnica oportunizou informações que irão orientar a condução dos trabalhos e projetos do APLTIC Oeste. “Além disso, poderemos aplicar o conhecimento e experiências na alavancagem da nossa empresa e consequentemente da região oeste”, comentou. Segundo ele, o APLTIC Oeste tem a intenção de se tornar um polo tecnológico e os empresários do setor já trabalham para isso. “Desta forma, foi possível, também, verificar o quanto temos a melhorar e planejar para que isso aconteça, de fato.”
Atualmente, 120 empresas fazem parte do Porto Digital. Dentre as quais a Microsoft, Borland, DELL, Ernst&Young, IBM, Microsoft, Motorola, Nokia, Oi, Oracle, Positivo, Samsung, SonyEricsson, Sun, e Yahoo. Juntas, reúnem cerca de 4 mil colaboradores, mais de 70% com graduação e 46% com 25 anos.
São oito quilômetros de fibra ótica e 26 quilômetros de dutos. Entre os segmentos de Tecnologia da Informação e Comunicação estão produções de software para gestão, soluções para o sistema financeiro e de saúde, sistemas para gerenciamento de tráfego e transporte, games, soluções integradas para desenvolvimento de portais, extranet, internet, redes Neurais/IA, e-business, mobilidade Wi-Fi, segurança da informação, infraestrutura e conectividade, outsourcing, pesquisa e educação.
“Temos algo em comum, assim como aqui, lá também há falta de mão-de-obra, pois o que formam não é suficiente”, comentou o empresário Cezar Luiz Bernardon, da empresa Datacoper. Segundo ele, o defict é de 2 mil vagas na Grande Recife. “Essa foi uma grande experiência, Pernambuco é um dos principais centros de pesquisa e desenvolvimento do País. Conhecemos projetos, estruturas, processos de um ambiente de inovação que tem a cadeia produtiva a sua volta.”
Outro ponto que chamou a atenção de Bernardon foi o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), único Centro Mundial de Excelência na Plataforma Java em toda a América Latina. Um centro privado de inovação que cria produtos, serviços e empresas de TIC. “Uma empresa que capta profissionais formados (graduados, mestres e doutores) e busca recursos para fomentar a pesquisa. O faturamento anual do CESAR é de R$ 65 milhões.”

